Natureza e capital

19 de abril de 2009

Até quando a população das nossas cidades ficarão de braços cruzados vendo nossa natureza ser destruída em nome do progresso, em nome do capital?

Já é mais do que provado que a grande maioria dos políticos só falam de projetos ambientais e que promovam a saúde da população, no tempo de eleição, mesmo que sejam eleitos esses projetos e ações só têm começo, sendo logo abandonadas em prejuízo de todos.

Penso que do jeito que vão as coisas, com o pretexto de desenvolvimento e progresso econômico, o futuro dos nossos filhos será incerto e cruel. Devemos lembrar que locais de lazer, com natureza conservada, estrutura para prática de esportes, preservação dos meios naturais que possibilitem a sustentabilidade local, são muito poucos, quando não quase nenhum.

Vejo pessoas que morrem jovens por levarem uma vida sedentária e cheia de alimentos e comportamentos ditados pelo sistema econômico e financeiro. Vejo jovens que se enganam com o pretexto capitalista de progresso e prosperidade, quando na verdade existe progresso e prosperidade somente para os bolsos dos grande empreendedores e governantes mercenários, pois ou a população se adapta ao sistema pra receber as esmolas proporcionadas pelo suposto “desenvolvimento social”, ou acaba marginalizado, fora da “partilha do bolo”.

Quando as pessoas vão perceber que crescer é viver mais e melhor, bem de saúde e mentalidade? Para isso devemos viver o mais natural possível, o que não quer dizer que devemos negar o avanço tecnológico, pelo contrário esse avanço deve servir para o inverso do que ele serve, utilizando os mesmo meios e recursos.

O avanço tecnológico serve ao capital, ao lucro desenfreado, apesar de muitas pessoas no mundo usarem muitos desses recursos e ferramentas em beneficio de toda a população.

 

Walber Queiroz

DOENÇA

26 de março de 2009

Oh!Dor cruel. Doença maldita

Espinho cravado em meus osos

Aperto no coração. Paupita

Semente dos meus dias ociosos

 

Tem feito de mim um escravo

Me pegando dum jeito sutiu

Dentre outras pessoas me escapo

Das enfermidades de um mundo ostiu

 

Meus olhos queimam como brasa

Minha coluna dominada, me encolhe

Meu alforje é quardado em casa

Emagresso. Minha boca não engole

 

Walber Queiroz

O BLOG

25 de março de 2009

Este blog tem o objetivo de esclarecer, questionar, discutir e, quando possível solucionar as questões vividas por nós na nossa sociedade, bem como tentar reunir pessoas que, como eu, tenham a vontade de fazer algo para acabar com os absurdos que presenciamos no nosso dia-dia. Também podemos tornar possível uma pratica concreta dos nossos objetivos teóricos, partindo da cidade de cada um de nós. Desta forma evitemos viver num meio virtual cheio de idéias revolucionarias sem pô-las em pratica em nossa cidade, estado, país e finalmente, como objetivo último e imprescindível, no mundo inteiro.

Tenha coragem de encarar esses absurdos com vontade de aniquilá-los, para que tenhamos uma sociedade sem grupos de “espertinhos” que oprimem aqueles pobres ignorantes, pois assim nasceram e assim cresceram sem terem a oportunidade do esclarecimento.

Não podemos esperar pelo dia em que tais grupos cheguem esclarecendo o povão dizendo: “Nós não temos caráter, nem amor à natureza humana, pois nós deixamos que vocês fiquem na miséria ou enganados com migalhas, enquanto enriquecemos e lucramos com as suas vidas, já que vocês só sobrevivem porque trabalham para nós, isto é, os que ainda trabalham.” Pois bem meu irmão, este dia jamais, e repito JAMAIS irá chegar.

Walber Queiroz

DOENÇAS REVELADORAS

24 de março de 2009

Nesses dias de mudança climática repentina, fiquei doente e, como não sou nem um “Super-Homem”, acabei no hospital, numa fila enorme, ambiente penoso com muitas pessoas que tiveram pouquíssimo, quando não, nenhum conhecimento do que foi produzido pelos vários pensadores no decorrer da história da humanidade. Dessa forma fica fácil entender como o sistema capitalista não deixa que os governantes de boa vontade façam alguma coisa para que o povão se esclareça. 

Eu, pessoalmente, conheço pessoas que já foram revolucionárias, que brigavam por um ideal de igualdade econômica e justiça. Esses foram engolidos pela burocracia da maquina governamental e pelas luxuosas relações entre os próprios políticos. Acho que não pode existir maldade pior que aquela de enganar o povo que já não tem nada e passa fome, mas paga os impostos. 

É preciso entender onde está a raiz de tantos males. A causa ultima do problema vivido por essas pessoas no hospital, assim como em todos os espaços e instituições públicas, é um sistema que, como muitos falam, é falido, mas, a meu ver, nunca foi bem sucedido.

Walber Queiroz