Natureza e capital

Até quando a população das nossas cidades ficarão de braços cruzados vendo nossa natureza ser destruída em nome do progresso, em nome do capital?

Já é mais do que provado que a grande maioria dos políticos só falam de projetos ambientais e que promovam a saúde da população, no tempo de eleição, mesmo que sejam eleitos esses projetos e ações só têm começo, sendo logo abandonadas em prejuízo de todos.

Penso que do jeito que vão as coisas, com o pretexto de desenvolvimento e progresso econômico, o futuro dos nossos filhos será incerto e cruel. Devemos lembrar que locais de lazer, com natureza conservada, estrutura para prática de esportes, preservação dos meios naturais que possibilitem a sustentabilidade local, são muito poucos, quando não quase nenhum.

Vejo pessoas que morrem jovens por levarem uma vida sedentária e cheia de alimentos e comportamentos ditados pelo sistema econômico e financeiro. Vejo jovens que se enganam com o pretexto capitalista de progresso e prosperidade, quando na verdade existe progresso e prosperidade somente para os bolsos dos grande empreendedores e governantes mercenários, pois ou a população se adapta ao sistema pra receber as esmolas proporcionadas pelo suposto “desenvolvimento social”, ou acaba marginalizado, fora da “partilha do bolo”.

Quando as pessoas vão perceber que crescer é viver mais e melhor, bem de saúde e mentalidade? Para isso devemos viver o mais natural possível, o que não quer dizer que devemos negar o avanço tecnológico, pelo contrário esse avanço deve servir para o inverso do que ele serve, utilizando os mesmo meios e recursos.

O avanço tecnológico serve ao capital, ao lucro desenfreado, apesar de muitas pessoas no mundo usarem muitos desses recursos e ferramentas em beneficio de toda a população.

 

Walber Queiroz

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